Alguns temas com bastante foco na atualidade que variam da causa gay ao aborto promovem debates sem fim, seja em ambiente acadêmico ou até mesmo em uma mesa de boteco. O que me deixa um pouco indagado é que nunca conseguimos ouvir alguém se pronunciar dentro de qualquer desses assuntos polêmicos de maneira sensata, ou seja, você é obrigado a defender com unhas e dentes o que seu circulo social defende, mesmo que você não tenha a mínima capacidade de argumentar sobre o assunto. Se fosse só isso era até bom, o problema é quando as pessoas realmente começam a viver um personagem que domina o assunto e merecia palanque em conferência nacional do assunto, mas, com um único detalhe: sem nenhum conhecimento prévio de tudo aquilo que está defendendo, afinal, vale tudo pelo alpinismo social. Assumindo esse personagem um tanto "sabido", torna-se instantâneo o envolvimento dentro do tema em qualquer conversa - inclusive de pessoas desconhecidas.
A "ideia" é solidificada na cabeça desses indivíduos de uma maneira que é de fato inútil argumentar, levando o que deveria ser uma discussão a um nível que remete conversar utilizando proteção auricular. Soltam farpas e xingamentos de uma maneira quase que "automática" quando percebem no seu radar uma opinião que confronte a sua - independente da argumentação usada. Não estamos falando de acadêmicos ou bem instruídos no assunto, e sim de pessoas que servem como fantoches de movimentos específicos, os famosos peões do movimento. Dispostos sempre a levar um tiro pela causa enquanto os reais pensadores abananam o fogo de longe, estes são os patrulheiros ideológicos que habitam a sociedade.
Não é permitido agir diferente, falar diferente ou até mesmo pensar diferente. Caso alguma opinião adversa seja lançada, sempre haverá um patrulheiro infiltrado pronto para defender o politicamente correto, no caso, correto para ele.
"Liberdade de expressão apenas para a minha própria expressão"
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