segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mirror, Mirror?

 Dizem que a nossa aparência seria o nosso cartão de visita, uma espécie de janela para quem realmente somos. Todos nos observam de uma maneira extremamente cautelosa em nossos primeiros encontros, fazendo aquele olhar de "scanner" dos pés a cabeça - quase sempre torcendo os lábios e levantando a sobrancelha exibindo um certo nojo. Todos costumam seguir isso a risca: barba bem feita, cabelos bem cortados e penteados. Camisa amassada? Jamais! Seguimos todos um certo padrão social que nos força a seguir a risca certos "ritos sociais", principalmente nas ocasiões que chamamos de "oportunidade de ouro". Entrevista de emprego, encontro amoroso, reunião familiar... Tantas ocasiões em que você de fato não deseja ser taxado como a "ovelha negra" por simplesmente não estar usando linho. Caráter é segundo plano, sempre a "beca" vai dar a primeira cartada em uma relação social, você querendo isso ou não.
 Eu mesmo tenho o costume de andar "A la Paul", ou seja, as vezes a primeira camisa amassada que encontro no armário para uma reunião de família, as vezes alinhado demais para ir comprar pão. Eu escolho o que vou vestir seja la pra onde eu vou. Algumas pessoas acham até "descolado" fazer esse tipo de coisa, mas, te julgariam na rua da mesma forma que os outros "normais". Qual a bola da vez? Apenas Saiba que existe uma linha com 2 extremidades: uma chamada liberdade individual e outra aceitação social. Alguns nos extremos, outros tentando rebolar entre as 2. Mas, acho que no fim das contas a gente não pode correr: sempre sua aparência que deveria ser o mínimo vai pesar como o máximo. Sabe qual o ponto positivo de ocupar a extremidade da liberdade? Você automaticamente expurga a maioria dos seres desinteressantes de perto de você - apesar de também jogar pra longe uma entrevista de emprego e também sua avó.

"Quem me julga pela a aparência perdeu, pois nunca me conhecerá!"

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