É de enorme facilidade encontrar aquele tipico sujeito "pro interior", principalmente quando você está na casa dos vinte. O sujeito que afirma que o interior é a única coisa importante e que tudo é remediado por uma pessoa amigável e bacana.
O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.
Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.
Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.
Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Tutora!
Uma plataforma muito bacana que chegou agora para o pessoal do Brasil é o Tutora, onde alunos e professores podem se encontrar com facilidade, oferecendo e recebendo aulas com pessoas de todo o Brasil através dessa plataforma muito bacana! Os alunos e professores podem negociar livremente, onde o tutora não vai cobrar nenhuma taxa para utilizar a plataforma! Bacana, né?! O pessoal oferece toda estrutura para você começar sua turma ou entrar em uma turma existente. As turmas vão de conhecimentos básicos até turmas com assunto de ensino superior. Da uma olhada!
http://tutora.me
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Incitação à violência: liberdade de expressão e responsabilidades individuais
Sempre fico perplexo ao acompanhar o noticiamento de que um vídeo na internet ou programa de televisão deva sair do ar por violar algum "direito". Ultimamente acabei vendo a notícia que a igreja universal foi processada por fazer citações negativas - de acordo com a promotoria - sobre os cultos afro-brasileiros. O ministério público negou o pedido alegando que os cultos afro-brasileiros não são reconhecidos como religião.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
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