- Para você o que é viver?
- Para mim? Viver é desejo. Desejo de amores, de dinheiro, de fama.. Nós realizamos nossas vidas quando realizamos nossos desejos.
- Não acho, acho que viver é não ter medo.
- Como assim?
- Não existe forma de realizar seus desejos sem lutar por eles. As pessoas quando caem em suas lutas se lotam com um sentimento de fracasso e medo, impedindo outras batalhas por seus desejos. Certamente o fracasso virá alguma hora, pois isso é da natureza humana, mas, a questão é: se eu não tiver medo, só vou parar quando conseguir o que eu quero. Viver é isso, meu amigo, é não ter medo de viver.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Esperando...
- O que você espera, cara?
- Não sei, algo que contagie o ambiente. Algo que permita elevar a alegria a níveis sensacionais. Algo que espera o melhor da vida. Algo que eu não faça a menor ideia de como funcione, mas, que me permita dizer que vale a pena. Tipo, sei la... produto caro em prateleira de supermercado.
- Como assim?
- Já viu alguém falar que o produto caro é o pior? Claro que não, a pessoa não faz a menor ideia do motivo, mas, o caro sempre é o melhor.
- Você realmente acredita que pode esperar por isso e não morrer sentado?
- Já ouviu a expressão "não acredito no que não posso tocar"?
- Claro que sim, todos conhecem.
- Exatamente, por isso não acredito de fato, apenas espero. Todos esperam o que esperam, é uma pena que nem todos esperam a mesma coisa.
- O que vai fazer, então?
- Esperar que não esperem. Ser bem visto, só isso.
- Oi?!
- Sabe aquela sensação de que você acha alguém muito foda?! Tipo, quando você enxerga um sujeito como um cara irado e automaticamente consegue admirar o cara. Ele não precisa ser uma copia sua, precisa ser irado do jeito dele. Tipo aquelas pinturas de carro que você fala: "Cara, que pintura foda, mas, só é bonita no carro dos outros", tipo isso.
- E daí?
- E daí que eu quero ser uma pintura foda no meu próprio carro enquanto eu acho outra pintura foda em outro carro. Ambos nos achamos foda sem precisarmos ser da mesma cor. Deu para entender?
- Não. Parece que você está esperando uma pintura foda no carro de alguém, tipo, literalmente.
- De alguma forma a síntese do que pode dar certo é esperar que o sujeito se sinta bem com a pintura do carro dele, e então, você admira a pintura pelo dono do carro se sentir bem com ela. Você não entende nada daquilo, não sabe porque é algo tão irado, mas, você simplesmente admira e acha foda.
- Pode crer.
- Olha que foda aquele fusca azul bebê.
- Quer comprar um?
- Nem... não combinaria comigo.
- Não sei, algo que contagie o ambiente. Algo que permita elevar a alegria a níveis sensacionais. Algo que espera o melhor da vida. Algo que eu não faça a menor ideia de como funcione, mas, que me permita dizer que vale a pena. Tipo, sei la... produto caro em prateleira de supermercado.
- Como assim?
- Já viu alguém falar que o produto caro é o pior? Claro que não, a pessoa não faz a menor ideia do motivo, mas, o caro sempre é o melhor.
- Você realmente acredita que pode esperar por isso e não morrer sentado?
- Já ouviu a expressão "não acredito no que não posso tocar"?
- Claro que sim, todos conhecem.
- Exatamente, por isso não acredito de fato, apenas espero. Todos esperam o que esperam, é uma pena que nem todos esperam a mesma coisa.
- O que vai fazer, então?
- Esperar que não esperem. Ser bem visto, só isso.
- Oi?!
- Sabe aquela sensação de que você acha alguém muito foda?! Tipo, quando você enxerga um sujeito como um cara irado e automaticamente consegue admirar o cara. Ele não precisa ser uma copia sua, precisa ser irado do jeito dele. Tipo aquelas pinturas de carro que você fala: "Cara, que pintura foda, mas, só é bonita no carro dos outros", tipo isso.
- E daí?
- E daí que eu quero ser uma pintura foda no meu próprio carro enquanto eu acho outra pintura foda em outro carro. Ambos nos achamos foda sem precisarmos ser da mesma cor. Deu para entender?
- Não. Parece que você está esperando uma pintura foda no carro de alguém, tipo, literalmente.
- De alguma forma a síntese do que pode dar certo é esperar que o sujeito se sinta bem com a pintura do carro dele, e então, você admira a pintura pelo dono do carro se sentir bem com ela. Você não entende nada daquilo, não sabe porque é algo tão irado, mas, você simplesmente admira e acha foda.
- Pode crer.
- Olha que foda aquele fusca azul bebê.
- Quer comprar um?
- Nem... não combinaria comigo.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Desejo de amor
Oh grande mestre dos desejos
Poderias realizar uma troca singela?
A preço do que posso pagar
Meu desejo realizar
A realidade pintar como aquarela
Levar para longe o que mais me encanta
Mesmo com um grande apego
Deixar fluir ao norte
Onde o calor é mais forte
Por favor atenda meu apelo
Não aguento mais ver
O que mais me deixa vivo morrer
Porque não consigo cultivar
Não consigo a essência cativar
Do meu próprio amanhecer
Carrego comido a solidão
E todo o frio do inverno
Onde a mais forte das rosas
Com todas suas histórias
Não vive em meu inferno
Oh grade mestre dos desejos
Poderias realizar meu sofrer?
Minha felicidade por aquela rosa
Tão pura, tão formosa
Não merece comigo perecer
Poderias realizar uma troca singela?
A preço do que posso pagar
Meu desejo realizar
A realidade pintar como aquarela
Levar para longe o que mais me encanta
Mesmo com um grande apego
Deixar fluir ao norte
Onde o calor é mais forte
Por favor atenda meu apelo
Não aguento mais ver
O que mais me deixa vivo morrer
Porque não consigo cultivar
Não consigo a essência cativar
Do meu próprio amanhecer
Carrego comido a solidão
E todo o frio do inverno
Onde a mais forte das rosas
Com todas suas histórias
Não vive em meu inferno
Oh grade mestre dos desejos
Poderias realizar meu sofrer?
Minha felicidade por aquela rosa
Tão pura, tão formosa
Não merece comigo perecer
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Cobra de Vidro (:
Sob o concreto
Não existe nenhum som ou movimento
Só o silêncio, só o silêncio
Ideais e sentimentos
Só o silêncio, só o silêncio
Não há dor ou sofrimento
Só o silêncio.
Nem perdição;
Nem firmamento;
Nem Julgamento;
Nem redenção;
Nem emoção;
Nem pensamento;
Nem desalento;
Nem salvação.
Não existe nenhum som ou movimento
Só o silêncio, só o silêncio
Ideais e sentimentos
Só o silêncio, só o silêncio
Não há dor ou sofrimento
Só o silêncio.
Nem perdição;
Nem firmamento;
Nem Julgamento;
Nem redenção;
Nem emoção;
Nem pensamento;
Nem desalento;
Nem salvação.
Cuidado, Frágil.
A fragilidade de um ser de vidro
Assombra o espelho que o mostra
Tamanha facilidade de quebrar
Até mesmo sob o imaginar
De algo que o assola
Não consegue resiliência
Para manter-se vivo
Guiado por emoções
Cercado de ilusões
E pensamento intuitivo
Foi feito para quebrar-se
No primeiro sopro da decepção
Sem conseguir entender
Porque tudo o faz sofrer
Mesmo sem má intenção
Imagina como seria
Um mundo de calculada emoção
Onde a força do esforço
Ajudado por um prévio esboço
Salvaria seu coração
Assombra o espelho que o mostra
Tamanha facilidade de quebrar
Até mesmo sob o imaginar
De algo que o assola
Não consegue resiliência
Para manter-se vivo
Guiado por emoções
Cercado de ilusões
E pensamento intuitivo
Foi feito para quebrar-se
No primeiro sopro da decepção
Sem conseguir entender
Porque tudo o faz sofrer
Mesmo sem má intenção
Imagina como seria
Um mundo de calculada emoção
Onde a força do esforço
Ajudado por um prévio esboço
Salvaria seu coração
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Walt Grace's Submarine Test, January 1967
Dreamed to discover a new space
And buried himself alive
Inside his basement, tongue on the side of his face meant
He's working away on displacement
And what it would take to survive
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
And his wife told his kids he was crazy
And his friends said he'd fail if he tried
But with a will to work hard, and a library card
He took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride
That morning, the sea was mad and I mean it
Waves as big as he'd seen it
Deep in his dreams at home
From dry land, he rolled it over to wet sand
Closed the hatch up with one hand
And pedaled off alone
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
And for once in his life, it was quiet
As he learned how to turn in the tide
And the sky was aflare when he came up for air
In his homemade, fan-blade, one-man submarine ride
One evening, when weeks had passed since his leaving
The call she'd planned on receiving
Finally made it home
She accepted the news she'd never expected
The operator connected
A call from Tokyo
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
Now his friends bring him up when they're drinking
At the bar with his name on the side
And they smile when they can
As they speak of the man
Who took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride
segunda-feira, 21 de julho de 2014
O que fazer?
Talvez em alguma parte do globo
Exista um mestre artesão
Que com grande sabedoria
E sobrando alegoria
Consiga reparar
Uma peça delicada
Lapidada meio ao tempo
Que com grande delicadeza
Banhada a enorme finesa
É exposta num altar
Altar de grandes olhares
Cercado por fragilidade e complicações
Onde qualquer vento
Seja forte, seja lento
Tende a balançar
Quem seria o grande mestre
Para tal peça consertar?
Com enorme talento
E infinito sentimento
Poderá me ajudar
Exista um mestre artesão
Que com grande sabedoria
E sobrando alegoria
Consiga reparar
Uma peça delicada
Lapidada meio ao tempo
Que com grande delicadeza
Banhada a enorme finesa
É exposta num altar
Altar de grandes olhares
Cercado por fragilidade e complicações
Onde qualquer vento
Seja forte, seja lento
Tende a balançar
Quem seria o grande mestre
Para tal peça consertar?
Com enorme talento
E infinito sentimento
Poderá me ajudar
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Essencialmente superficial.
É de enorme facilidade encontrar aquele tipico sujeito "pro interior", principalmente quando você está na casa dos vinte. O sujeito que afirma que o interior é a única coisa importante e que tudo é remediado por uma pessoa amigável e bacana.
O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.
Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.
Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.
Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.
O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.
Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.
Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.
Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Tutora!
Uma plataforma muito bacana que chegou agora para o pessoal do Brasil é o Tutora, onde alunos e professores podem se encontrar com facilidade, oferecendo e recebendo aulas com pessoas de todo o Brasil através dessa plataforma muito bacana! Os alunos e professores podem negociar livremente, onde o tutora não vai cobrar nenhuma taxa para utilizar a plataforma! Bacana, né?! O pessoal oferece toda estrutura para você começar sua turma ou entrar em uma turma existente. As turmas vão de conhecimentos básicos até turmas com assunto de ensino superior. Da uma olhada!
http://tutora.me
http://tutora.me
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Incitação à violência: liberdade de expressão e responsabilidades individuais
Sempre fico perplexo ao acompanhar o noticiamento de que um vídeo na internet ou programa de televisão deva sair do ar por violar algum "direito". Ultimamente acabei vendo a notícia que a igreja universal foi processada por fazer citações negativas - de acordo com a promotoria - sobre os cultos afro-brasileiros. O ministério público negou o pedido alegando que os cultos afro-brasileiros não são reconhecidos como religião.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Standing On The Shoulder Of The Giants
Então você lembra, como à tempos uma única mão por cerca de 1 hora, um olho por 30 segundos e um piscar de olhos que dura 30 minutos se unem para uma blindagem permanente na chapa de memória. Frascos de lampejos são jogados ao vento sem se preocupar com o indigesto que causa nas horas em que são. Quanto tempo dura uma fita de delay? A gravação de uma parede peculiar olhada de baixo para cima enquanto se espera, recheada com inscrições, conhecidas ou não. A ânsia do amanhecer. O nervoso pré descanso semanal. Os anos antes dos anos.
O que você seria depois de tudo? Acho que porque precisamos. Seria culpa de todas as estrelas que estão caindo? Isso, não vire a cabeça e olhe chateado. Seria pouco a pouco?
Acho que no fim das contas não seria o muro de maravilhas, seria apenas uma necessidade de ser você mesmo.
O que você seria depois de tudo? Acho que porque precisamos. Seria culpa de todas as estrelas que estão caindo? Isso, não vire a cabeça e olhe chateado. Seria pouco a pouco?
Acho que no fim das contas não seria o muro de maravilhas, seria apenas uma necessidade de ser você mesmo.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Sua ajuda me atrapalha
As pessoas normalmente possuem uma incrível habilidade para justificar atitudes. Seria interessante se fossem suas próprias atitudes, mas não, consiste em justificar os feitos alheios. Falar o que está bom, o que está bonito, o que é virtuoso, o que é saudável, de alguma forma tornou-se algo comum (se é que não sempre foi). Toda essa questão de apontar e opinar parece normal, até que entra-se no campo de um sujeito que opina não com a intensão de criticar por vontade de desbocar algo que o indaga ou sequer uma crítica fria, mas, o sujeito que ocupa o elo do crítico "prestativo" - lugar ocupado pelo avô, pelo pai e logicamente pelo autor deste texto miserável.
O crítico "prestativo" é aquele sujeito que sempre pensa estar ajudando ao dar sua opinião. Em sua mistura de arrogância, prepotência, inocência e ingenuidade, acha que vai de fato ajudar um determinado sujeito ou grupo ao expressar sua opinião. Pelo lado arrogante em achar que detém conhecimento suficiente para ajudar qualquer sujeito em qualquer problema, não conta conversa para deferir como deveria ser o vestido da rainha Elizabeth ou como Jesus deveria partilhar o pão. Em contra partida pelo lado ingênuo não consegue entender por que raios uma tentativa de ajudar resulta em uma discussão, briga, xingamento ou mal humor da outra parte.
De alguma forma a atitude remete a chicotear-se com anestésico pós-açoite. O sujeito não consegue entender que deve parar com aquilo, e novamente continua a achar que está ajudando. Provavelmente não por uma dádiva divina em querer ajudar o próximo, talvez por simplesmente achar que pode ajudar o próximo com sua arrogância, tentando extrair um soro de seu próprio veneno.
No fim das contas ele tira auto-estima, quebra o ciclo produtivo do trabalho, desmancha a criatividade e provoca stress. Esse é o resultado do pitaco prestativo.
Já dizia vovó: "se conselho fosse bom não se dava, vendia". Imagina o que ela diria sobre dar opinião...
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