sábado, 30 de março de 2013

4 letras meio amargo

"O frio sempre cúmplice
 Da enorme dúvida presente
 Se a verdade justiceira prevalece
 Ou se banha na mentira complacente

 Se um sorriso mostra a dúvida
 Do que esconde ou aparece
 Vem como uma enorme fineza
 Disfarçado com gentileza
 O que realmente apodrece

 Como uma máscara teatral
 Esconde a emoção de quem a usa
 Do seu amor celestial
 Surge a cadente banal
 De algo que lhe acusa

 Eis que a água virou vinho
 A dor já despertou
 E agora que está cansado
 As lembranças do passado
 Foi tudo que lhe restou"

- Paulo Medeiros




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