As vezes me pego tentando emplacar uma definição prática do que seria o altruísmo. Seria aquele momento em que você da uma esmola na rua ou algo do gênero? Talvez o buraco seja mais fundo do que possamos imaginar.
Pessoas diariamente pedem por um mundo mais companheiro, mais amoroso, mais humano. Então eu me pergunto: será que estamos realmente clamando por um altruísmo real e salvador? Uma ação totalmente livre de retorno? Então que começo a raciocinar a cerca de tudo. Quando estamos em um relacionamento tentando amar alguém é obvio que você precisa receber amor de volta, ou seja, uma troca. Quando estamos dando uma esmola para um mendigo na rua, será que não fazemos isso de uma certa forma para aliviar o "peso" que temos na consciência de desfrutar de um certo conforto enquanto o cara não tem a certeza do almoço no dia seguinte? Ou talvez o desejo de ter um filho que é tão aclamado como amor verdadeiro não seja apenas um modo de se esquivar da solidão na velhice ou talvez continuar a espalhar o seu legado no mundo? A cada tentativa de encontrar uma ação verdadeiramente altruísta você percebe que existe uma troca escondida nos bastidores da sua mente, onde a atitude aparentemente caridosa está pagando um preço subconsciente - as vezes até mesmo consciente - de algo que te consome por dentro.
Essa é a questão: Existe uma atitude 100% altruísta ou tudo não passa de uma ilusão caridosa para um egoísmo oculto?
"Não sente-se bem por fazer o bem, faz o bem pois sente-se bem".
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