terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Perspectives?

Sempre fui conhecido por ser um sujeito bem determinado e cheio de certezas. Por algum motivo essas certezas estão se tornando dúvidas e eu não consigo mais me encontrar. O que será que anda acontecendo dentro da minha cabeça? Não identifico mais se quero casar, se quero ter filhos, onde quero trabalhar, com o que trabalhar, se quero morar onde estou, para onde devo ir, se devo estar com pessoas ao meu redor ou se devo dar um reboot na vida e recomeçar tudo bem longe. O que será que aconteceu para que eu migrasse de extrema certeza para um sujeito tão perdido?

Acho que eu deveria construir um submarino de um só lugar como o Walt Grace e sair a deriva pelo mundo. Quanto custa uma certeza?

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Aplausos parciais

Apesar de uma aparência peculiar
Não parecia se importar
Chegava a ser estranho
Até um pouco tacanho
Sua forma de ali estar

Mostrava um certo vislumbre
Em sua conversa normal
E ainda assim tinha destaque
Muitas vezes só o encarte
De um interesse trivial

Mesmo no cerne que se situava
Prestou um papel indelicado
Em uma cena montada
Era uma mera cartada
De um jogo viciado

Mesmo sendo enganada
Repetia a mesma situação
E apesar de cansada
Sempre estava embriagada
Com a insípida admiração

terça-feira, 14 de abril de 2015

Ondas?

Tentar portar-se como um dos mais belos exemplares de cotidiano de que serve? As vezes parece que a solução definitiva é agir exatamente como proíbem as expectativas. Agir como um tolo qualquer que consegue falar as mais profundas e não coesas loucuras, e, ainda assim, conseguir ser entendido. Não precisa de nada disso que dizem que precisa, apenas precisa ser como deve ser. Expor os riscos, os medos, as loucuras e os receios. Será que é isso? É como se eu fosse finalmente transparente, esperando o fio da lâmina sem nenhum receio do que é ou deixou de ser. Um navegante a deriva esperando o melhor do mundo novo. Estar em um bote a deriva, esperando ser levado pelas ondas ao melhor lugar possível. Apenas tente passar quem você de fato é, já que nunca havia me sentido dessa forma antes. Você não é o melhor, não é perfeito, é apenas mais um, porém, um único um. Não espere, não minta, não fuja, não imite, não invente, apenas siga em frente.

Talvez a essência da navegação dê uma nova direção, responsável por revelar um novo mundo imaculado, forjado na ausência de máscaras, de mentiras e de interesse. Talvez consiga chegar a uma terra onde não seja preciso olhar para trás e criar dúvidas, ter medo do que vem pela frente e apenas ter o melhor presente banhado em verdade e transparência.

"And if you ever need someone to come along, i will follow you and keep you strong"

domingo, 12 de abril de 2015

Mostrar?

Como pode difícil tornar
O que seria um simples pensar
De alguém que vem de longe
Por demais fora do alcance
Interferir no caminhar

Um sorriso singular
Sem esforço, sem cansar
Que até fora de hora
Antes mesmo do agora
Consegue encantar

Faz querer cuidar
Sem mesmo ter que se preocupar
Em meio as suas mil posturas
De perfeita envergadura
Gostaria de estar

Não consigo encontrar
Na direção do olhar
Então tomado pelo interesse
Disposto a arrepender-se
Sempre a se camuflar

Talvez seja melhor esperar
O que a vida irá proporcionar
Dentro de uma mudança de perspectiva
Estarei sempre na pedida
Do que um dia pode se tornar




domingo, 22 de março de 2015

Unavailable Path

Build a rocket to run away from me
Call me closer from mars
Say i'm wrong
So say you need me

Stop the clocks when you're done
And bring back all what you need
Talk about your eyes have no more shine
Then ask for a mirror

Be a killer everytime you can
Then ask for Jesus one single time
Stay alive, because i'm not there
I'm not there and you feel nothing

Who's next?
There's always some secret to come out
120 days in a castle won't be enough
Bring back our original plans

Say i'm tired, i'm defeated
Call the king
See the meaning
What i'm doing here?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

In Loving Memory

People are always talking about keep distance from bad friends, but, do you really know if YOU are the bad friend that need to keep distance from other people? Only the reality can explain what a real friend have to do, sometimes getting closer, sometimes running away. Sorry buddy, but our ways doesn't walk together anymore. Don't look back, i'm being a jerk because i love you. God gave you a gift that no one could steal from you and you know it. The Music heals your soul and makes you a better person, you just need to avoid some holes in your path. And me?! I'm just a hole who could disappear forever. Thanks for all you've done, but for now, i need a different place to bury myself and try to wash all this shame.
Sorry my friend, we've done.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Viver

- Para você o que é viver?
- Para mim? Viver é desejo. Desejo de amores, de dinheiro, de fama.. Nós realizamos nossas vidas quando realizamos nossos desejos.
- Não acho, acho que viver é não ter medo.
- Como assim?
- Não existe forma de realizar seus desejos sem lutar por eles. As pessoas quando caem em suas lutas se lotam com um sentimento de fracasso e medo, impedindo outras batalhas por seus desejos. Certamente o fracasso virá alguma hora, pois isso é da natureza humana, mas, a questão é: se eu não tiver medo, só vou parar quando conseguir o que eu quero. Viver é isso, meu amigo, é não ter medo de viver.

Esperando...

- O que você espera, cara?
- Não sei, algo que contagie o ambiente. Algo que permita elevar a alegria a níveis sensacionais. Algo que espera o melhor da vida. Algo que eu não faça a menor ideia de como funcione, mas, que me permita dizer que vale a pena. Tipo, sei la... produto caro em prateleira de supermercado.
- Como assim?
-  Já viu alguém falar que o produto caro é o pior? Claro que não, a pessoa não faz a menor ideia do motivo, mas, o caro sempre é o melhor.
- Você realmente acredita que pode esperar por isso e não morrer sentado?
- Já ouviu a expressão "não acredito no que não posso tocar"?
- Claro que sim, todos conhecem.
- Exatamente, por isso não acredito de fato, apenas espero. Todos esperam o que esperam, é uma pena que nem todos esperam a mesma coisa.
- O que vai fazer, então?
- Esperar que não esperem. Ser bem visto, só isso.
- Oi?!
- Sabe aquela sensação de que você acha alguém muito foda?! Tipo, quando você enxerga um sujeito como um cara irado e automaticamente consegue admirar o cara. Ele não precisa ser uma copia sua, precisa ser irado do jeito dele. Tipo aquelas pinturas de carro que você fala: "Cara, que pintura foda, mas, só é bonita no carro dos outros", tipo isso.
- E daí?
- E daí que eu quero ser uma pintura foda no meu próprio carro enquanto eu acho outra pintura foda em outro carro. Ambos nos achamos foda sem precisarmos ser da mesma cor. Deu para entender?
- Não. Parece que você está esperando uma pintura foda no carro de alguém, tipo, literalmente.
- De alguma forma a síntese do que pode dar certo é esperar que o sujeito se sinta bem com a pintura do carro dele, e então, você admira a pintura pelo dono do carro se sentir bem com ela. Você não entende nada daquilo, não sabe porque é algo tão irado, mas, você simplesmente admira e acha foda.
- Pode crer.
- Olha que foda aquele fusca azul bebê.
- Quer comprar um?
- Nem... não combinaria comigo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Desejo de amor

Oh grande mestre dos desejos
Poderias realizar uma troca singela?
A preço do que posso pagar
Meu desejo realizar
A realidade pintar como aquarela

Levar para longe o que mais me encanta
Mesmo com um grande apego
Deixar fluir ao norte
Onde o calor é mais forte
Por favor atenda meu apelo

Não aguento mais ver
O que mais me deixa vivo morrer
Porque não consigo cultivar
Não consigo a essência cativar
Do meu próprio amanhecer

Carrego comido a solidão
E todo o frio do inverno
Onde a mais forte das rosas
Com todas suas histórias
Não vive em meu inferno

Oh grade mestre dos desejos
Poderias realizar meu sofrer?
Minha felicidade por aquela rosa
Tão pura, tão formosa
Não merece comigo perecer

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cobra de Vidro (:

Sob o concreto
Não existe nenhum som ou movimento
Só o silêncio, só o silêncio
Ideais e sentimentos
Só o silêncio, só o silêncio
Não há dor ou sofrimento
Só o silêncio.

Nem perdição;
Nem firmamento;
Nem Julgamento;
Nem redenção;
Nem emoção;
Nem pensamento;
Nem desalento;
Nem salvação.

Cuidado, Frágil.

A fragilidade de um ser de vidro
Assombra o espelho que o mostra
Tamanha facilidade de quebrar
Até mesmo sob o imaginar
De algo que o assola

Não consegue resiliência
Para manter-se vivo
Guiado por emoções
Cercado de ilusões
E pensamento intuitivo

Foi feito para quebrar-se
No primeiro sopro da decepção
Sem conseguir entender
Porque tudo o faz sofrer
Mesmo sem má intenção

Imagina como seria
Um mundo de calculada emoção
Onde a força do esforço
Ajudado por um prévio esboço
Salvaria seu coração

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Walt Grace's Submarine Test, January 1967


Walt Grace, desperately hating his old place
Dreamed to discover a new space
And buried himself alive
Inside his basement, tongue on the side of his face meant
He's working away on displacement
And what it would take to survive

Cause when you're done with this world
You know the next is up to you

And his wife told his kids he was crazy
And his friends said he'd fail if he tried
But with a will to work hard, and a library card
He took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride

That morning, the sea was mad and I mean it
Waves as big as he'd seen it
Deep in his dreams at home
From dry land, he rolled it over to wet sand
Closed the hatch up with one hand
And pedaled off alone

Cause when you're done with this world
You know the next is up to you

And for once in his life, it was quiet
As he learned how to turn in the tide
And the sky was aflare when he came up for air
In his homemade, fan-blade, one-man submarine ride

One evening, when weeks had passed since his leaving
The call she'd planned on receiving
Finally made it home
She accepted the news she'd never expected
The operator connected
A call from Tokyo

Cause when you're done with this world
You know the next is up to you

Now his friends bring him up when they're drinking
At the bar with his name on the side
And they smile when they can
As they speak of the man
Who took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que fazer?

Talvez em alguma parte do globo
Exista um mestre artesão
Que com grande sabedoria
E sobrando alegoria
Consiga reparar

Uma peça delicada
Lapidada meio ao tempo
Que com grande delicadeza
Banhada a enorme finesa
É exposta num altar

Altar de grandes olhares
Cercado por fragilidade e complicações
Onde qualquer vento
Seja forte, seja lento
Tende a balançar

Quem seria o grande mestre
Para tal peça consertar?
Com enorme talento
E infinito sentimento
Poderá me ajudar


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Essencialmente superficial.

É de enorme facilidade encontrar aquele tipico sujeito "pro interior", principalmente quando você está na casa dos vinte. O sujeito que afirma que o interior é a única coisa importante e que tudo é remediado por uma pessoa amigável e bacana.

O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.

Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.

Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.

Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Tutora!

Uma plataforma muito bacana que chegou agora para o pessoal do Brasil é o Tutora, onde alunos e professores podem se encontrar com facilidade, oferecendo e recebendo aulas com pessoas de todo o Brasil através dessa plataforma muito bacana! Os alunos e professores podem negociar livremente, onde o tutora não vai cobrar nenhuma taxa para utilizar a plataforma! Bacana, né?! O pessoal oferece toda estrutura para você começar sua turma ou entrar em uma turma existente. As turmas vão de conhecimentos básicos até turmas com assunto de ensino superior. Da uma olhada!

http://tutora.me

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Incitação à violência: liberdade de expressão e responsabilidades individuais

Sempre fico perplexo ao acompanhar o noticiamento de que um vídeo na internet ou programa de televisão deva sair do ar por violar algum "direito". Ultimamente acabei vendo a notícia que a igreja universal foi processada por fazer citações negativas - de acordo com a promotoria - sobre os cultos afro-brasileiros. O ministério público negou o pedido alegando que os cultos afro-brasileiros não são reconhecidos como religião.

Link da notícia

Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.

O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.

Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.

Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Standing On The Shoulder Of The Giants

Então você lembra, como à tempos uma única mão por cerca de 1 hora, um olho por 30 segundos e um piscar de olhos que dura 30 minutos se unem para uma blindagem permanente na chapa de memória. Frascos de lampejos são jogados ao vento sem se preocupar com o indigesto que causa nas horas em que são. Quanto tempo dura uma fita de delay? A gravação de uma parede peculiar olhada de baixo para cima enquanto se espera, recheada com inscrições, conhecidas ou não. A ânsia do amanhecer. O nervoso pré descanso semanal. Os anos antes dos anos.

 O que você seria depois de tudo? Acho que porque precisamos. Seria culpa de todas as estrelas que estão caindo? Isso, não vire a cabeça e olhe chateado. Seria pouco a pouco?

Acho que no fim das contas não seria o muro de maravilhas, seria apenas uma necessidade de ser você mesmo.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sua ajuda me atrapalha

As pessoas normalmente possuem uma incrível habilidade para justificar atitudes. Seria interessante se fossem suas próprias atitudes, mas não, consiste em justificar os feitos alheios. Falar o que está bom, o que está bonito, o que é virtuoso, o que é saudável, de alguma forma tornou-se algo comum (se é que não sempre foi). Toda essa questão de apontar e opinar parece normal, até que entra-se no campo de um sujeito que opina não com a intensão de criticar por vontade de desbocar algo que o indaga ou sequer uma crítica fria, mas, o sujeito que ocupa o elo do crítico "prestativo" - lugar ocupado pelo avô, pelo pai e logicamente pelo autor deste texto miserável.

O crítico "prestativo" é aquele sujeito que sempre pensa estar ajudando ao dar sua opinião. Em sua mistura de arrogância, prepotência, inocência e ingenuidade, acha que vai de fato ajudar um determinado sujeito ou grupo ao expressar sua opinião. Pelo lado arrogante em achar que detém conhecimento suficiente para ajudar qualquer sujeito em qualquer problema, não conta conversa para deferir como deveria ser o vestido da rainha Elizabeth ou como Jesus deveria partilhar o pão. Em contra partida pelo lado ingênuo não consegue entender por que raios uma tentativa de ajudar resulta em uma discussão, briga, xingamento ou mal humor da outra parte.

De alguma forma a atitude remete a chicotear-se com anestésico pós-açoite. O sujeito não consegue entender que deve parar com aquilo, e novamente continua a achar que está ajudando. Provavelmente não por uma dádiva divina em querer ajudar o próximo, talvez por simplesmente achar que pode ajudar o próximo com sua arrogância, tentando extrair um soro de seu próprio veneno.

No fim das contas ele tira auto-estima, quebra o ciclo produtivo do trabalho, desmancha a criatividade e provoca stress. Esse é o resultado do pitaco prestativo.

Já dizia vovó: "se conselho fosse bom não se dava, vendia". Imagina o que ela diria sobre dar opinião...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Destino (?)

As vezes achamos engraçado como o destino joga tudo que a gente planeja para cima. Fazemos planos com toda dedicação e cuidado, para então um mínimo acontecimento jogar tudo ao léu. Você fica bastante triste, talvez frustrado, então começa a repassar isso para seus próximos planos que passam a ter uma tendência ainda mais negativa. O sujeito positivo então torna-se aquele futuro velho ranzinza que você não consegue entender de onde surge tanto mal humor, talvez aquele sujeito que sempre está sentado na última mesa do bar, sempre vestindo uma roupa deselegante enquanto pede a mesma dose de whisky sem gelo. Dotado de desanimação, você se depara com algo - geralmente um alguém - que te faz mudar totalmente sua visão e logo tudo parece ter sido feito especialmente para você. O que é mais engraçado - talvez irônico - nisso tudo é que essa "melhor coisa do mundo" provavelmente não cruzaria seu caminho se o destino - sim, o destino la da primeira frase - não tivesse bagunçado tudo e te causado tanta frustração. E a melhor parte: agora você sabe lhe dar com a nova dádiva da melhor forma possível, te fazendo inclusive pensar que aquele "problema" foi a melhor coisa que te aconteceu, além de experiência te possibilitou o real premio que você tanto esperou. Só nos resta a pergunta de um milhão de dólares: será que esse novo presente não vai ser mais uma preparação para um futuro ainda melhor?

"We are all rowing in the boat of fate, the waves keep on coming and we can't escape. But if we ever get lost on our way, the waves will guide you through another day".

terça-feira, 8 de outubro de 2013

How to play?

As vezes nos deparamos com um problema clássico de escolhas dentro de um modelo da realidade montado na nossa cabeça, que sempre tem a intenção de nos ludibriar. Tentamos montar um fluxograma de possíveis respostas as nossas atitudes frente ao que achamos que nossos "oponentes" vão nos apresentar e assim encontrar a atitude mais racional frente a tal situação. O problema disso tudo se volta na situação em que as reações que empaticamente tomamos como corretas são na verdade uma desfiguração da realidade, tomada por nosso orgulho ou medo, um excesso de raciocínio lógico em uma zona que em muitas vezes não deve ser tratada como um jogo, coisa que fazemos de modo automático. Seria a solução para o problema o puro conhecimento de ambas as partes? Seria uma confiança plena? Seria simplesmente a atitude de jogar abertamente? Ou melhor, não jogar? As vezes fazemos tudo como se estivéssemos em um tabuleiro, racionalizando qual o melhor movimento a seguir, mas, acho que estragamos tudo justamente por achar que é um jogo e que alguém tem que perder.

Acho que é possível sim deixar espaço para algumas relações pessoais não "competitivas", onde o que conta é simplesmente esquecer o en passant da coisa. Não sou lá um especialista nisso de ter ação sem previsão, mas vai la: dizem que tem uma primeira vez para tudo, não?


"Talvez seja bom ter uma mente bonita, mas um dom ainda maior é descobrir um coração bonito".

- John Nash