As vezes nos deparamos com um problema clássico de escolhas dentro de um modelo da realidade montado na nossa cabeça, que sempre tem a intenção de nos ludibriar. Tentamos montar um fluxograma de possíveis respostas as nossas atitudes frente ao que achamos que nossos "oponentes" vão nos apresentar e assim encontrar a atitude mais racional frente a tal situação. O problema disso tudo se volta na situação em que as reações que empaticamente tomamos como corretas são na verdade uma desfiguração da realidade, tomada por nosso orgulho ou medo, um excesso de raciocínio lógico em uma zona que em muitas vezes não deve ser tratada como um jogo, coisa que fazemos de modo automático. Seria a solução para o problema o puro conhecimento de ambas as partes? Seria uma confiança plena? Seria simplesmente a atitude de jogar abertamente? Ou melhor, não jogar? As vezes fazemos tudo como se estivéssemos em um tabuleiro, racionalizando qual o melhor movimento a seguir, mas, acho que estragamos tudo justamente por achar que é um jogo e que alguém tem que perder.
Acho que é possível sim deixar espaço para algumas relações pessoais não "competitivas", onde o que conta é simplesmente esquecer o en passant da coisa. Não sou lá um especialista nisso de ter ação sem previsão, mas vai la: dizem que tem uma primeira vez para tudo, não?
"Talvez seja bom ter uma mente bonita, mas um dom ainda maior é descobrir um coração bonito".
- John Nash
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