Sob o concreto
Não existe nenhum som ou movimento
Só o silêncio, só o silêncio
Ideais e sentimentos
Só o silêncio, só o silêncio
Não há dor ou sofrimento
Só o silêncio.
Nem perdição;
Nem firmamento;
Nem Julgamento;
Nem redenção;
Nem emoção;
Nem pensamento;
Nem desalento;
Nem salvação.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Cuidado, Frágil.
A fragilidade de um ser de vidro
Assombra o espelho que o mostra
Tamanha facilidade de quebrar
Até mesmo sob o imaginar
De algo que o assola
Não consegue resiliência
Para manter-se vivo
Guiado por emoções
Cercado de ilusões
E pensamento intuitivo
Foi feito para quebrar-se
No primeiro sopro da decepção
Sem conseguir entender
Porque tudo o faz sofrer
Mesmo sem má intenção
Imagina como seria
Um mundo de calculada emoção
Onde a força do esforço
Ajudado por um prévio esboço
Salvaria seu coração
Assombra o espelho que o mostra
Tamanha facilidade de quebrar
Até mesmo sob o imaginar
De algo que o assola
Não consegue resiliência
Para manter-se vivo
Guiado por emoções
Cercado de ilusões
E pensamento intuitivo
Foi feito para quebrar-se
No primeiro sopro da decepção
Sem conseguir entender
Porque tudo o faz sofrer
Mesmo sem má intenção
Imagina como seria
Um mundo de calculada emoção
Onde a força do esforço
Ajudado por um prévio esboço
Salvaria seu coração
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Walt Grace's Submarine Test, January 1967
Dreamed to discover a new space
And buried himself alive
Inside his basement, tongue on the side of his face meant
He's working away on displacement
And what it would take to survive
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
And his wife told his kids he was crazy
And his friends said he'd fail if he tried
But with a will to work hard, and a library card
He took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride
That morning, the sea was mad and I mean it
Waves as big as he'd seen it
Deep in his dreams at home
From dry land, he rolled it over to wet sand
Closed the hatch up with one hand
And pedaled off alone
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
And for once in his life, it was quiet
As he learned how to turn in the tide
And the sky was aflare when he came up for air
In his homemade, fan-blade, one-man submarine ride
One evening, when weeks had passed since his leaving
The call she'd planned on receiving
Finally made it home
She accepted the news she'd never expected
The operator connected
A call from Tokyo
Cause when you're done with this world
You know the next is up to you
Now his friends bring him up when they're drinking
At the bar with his name on the side
And they smile when they can
As they speak of the man
Who took a homemade, fan-blade, one-man submarine ride
segunda-feira, 21 de julho de 2014
O que fazer?
Talvez em alguma parte do globo
Exista um mestre artesão
Que com grande sabedoria
E sobrando alegoria
Consiga reparar
Uma peça delicada
Lapidada meio ao tempo
Que com grande delicadeza
Banhada a enorme finesa
É exposta num altar
Altar de grandes olhares
Cercado por fragilidade e complicações
Onde qualquer vento
Seja forte, seja lento
Tende a balançar
Quem seria o grande mestre
Para tal peça consertar?
Com enorme talento
E infinito sentimento
Poderá me ajudar
Exista um mestre artesão
Que com grande sabedoria
E sobrando alegoria
Consiga reparar
Uma peça delicada
Lapidada meio ao tempo
Que com grande delicadeza
Banhada a enorme finesa
É exposta num altar
Altar de grandes olhares
Cercado por fragilidade e complicações
Onde qualquer vento
Seja forte, seja lento
Tende a balançar
Quem seria o grande mestre
Para tal peça consertar?
Com enorme talento
E infinito sentimento
Poderá me ajudar
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Essencialmente superficial.
É de enorme facilidade encontrar aquele tipico sujeito "pro interior", principalmente quando você está na casa dos vinte. O sujeito que afirma que o interior é a única coisa importante e que tudo é remediado por uma pessoa amigável e bacana.
O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.
Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.
Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.
Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.
O estranho é verificar todos os vínculos sendo formalizados a partir de uma análise preconceituosa (no sentido REAL da palavra), tendo como pre-requisito um agrado mínimo à visão, seja por afinidade, admiração ou atração. A análise à priori de um sujeito é, obrigatoriamente, superficial. O que foge disso chega a ser, no máximo, uma tentativa de auto proclamação no que tange a capacidade de tomar uma posição de ser desenvolvido e profundo, que não passará de uma tentativa falha de encontrar um reflexo de si mesmo em tal atitude.
Forçar é adiar a manifestação inevitável do primeiro olhar, seja por uma epifania maluca que joga sua auto estima na estratosfera, seja via comparação com outro elemento da grande amostra que são os seres humanos.
Talvez alguns tenham essa visão mais convexa frente ao desagrado que sua própria aparência causa nos outros, mesmo que essa hipótese esteja, de fato, desconexa com a realidade.
Você é, compulsoriamente, superficial. Lide com isso.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Tutora!
Uma plataforma muito bacana que chegou agora para o pessoal do Brasil é o Tutora, onde alunos e professores podem se encontrar com facilidade, oferecendo e recebendo aulas com pessoas de todo o Brasil através dessa plataforma muito bacana! Os alunos e professores podem negociar livremente, onde o tutora não vai cobrar nenhuma taxa para utilizar a plataforma! Bacana, né?! O pessoal oferece toda estrutura para você começar sua turma ou entrar em uma turma existente. As turmas vão de conhecimentos básicos até turmas com assunto de ensino superior. Da uma olhada!
http://tutora.me
http://tutora.me
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Incitação à violência: liberdade de expressão e responsabilidades individuais
Sempre fico perplexo ao acompanhar o noticiamento de que um vídeo na internet ou programa de televisão deva sair do ar por violar algum "direito". Ultimamente acabei vendo a notícia que a igreja universal foi processada por fazer citações negativas - de acordo com a promotoria - sobre os cultos afro-brasileiros. O ministério público negou o pedido alegando que os cultos afro-brasileiros não são reconhecidos como religião.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
Link da notícia
Não consigo entender o motivo por qual a carga de responsabilidade de certas ações devam ser transferidas de um indivíduo para o outro. Ao alegar que o pronunciamento de um agente irá levar outro agente a agir de forma violenta, por exemplo, parece apontar para uma falta capacidade dos agentes de processarem - minimamente - as informações que recebem.
O problema começa no momento em que a informação é passada aos receptores. Um óbvio problema se encontra no primeiro instante em que a interpretação pode alterar totalmente o sentido real da fala do locutor. O momento, o tom de voz, o contexto e muitos outras variáveis podem alterar o sentido a interpretação do locutor, guiando os agentes (na perspectiva de que os agentes irão de fato receber influência da fala) em uma direção errada.
Em uma segunda instância, poderiam os agentes responsabilizar terceiros (mesmo que parcialmente) pelos seus atos? Até que ponto a suposta falta de capacidade dos agentes em processar e avaliar suas ações à priori de sua execução pode ser questionada? De alguma forma os opositores parecem crer que a influência de um terceiro individuo (mesmo que verbalmente) caracteriza uma infração similar (as vezes até pior) do que o próprio agente que pratica a ação. O ser humano possui capacidade cognitiva para assimilar - mesmo através do empirismo - diversas situações, precisas ou similares, que podem guiar a tomada de decisão de tal agente em particular. Cabe a autoridade responsável garantir a proteção física dos acusados e a punição adequada para os agentes que se deixem levar pelo discurso que incita a violência, por exemplo.
Os agentes devem ser responsáveis integralmente por seus atos. A falta de uma troca de informações plena entre os agentes caracteriza uma condição mínima para a existência de uma subjetividade mutua entre interlocutores, causando uma assimetria de informação (algo comum quando existe comunicação entre dois agentes). O processamento individual e a respectiva ação de cada agente deve ser o único critério a ser avaliado.
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