quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Resumo: Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Segundo Capítulo.

Conclusões a cerca do segundo capítulo do livro “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”.

Keynes trás a análise de dois postulados da economia neoclássica (por ele chamada como clássica) que são:

·       O salário é igual ao produto marginal do trabalho: O salário terá valor correspondente à contribuição marginal feita por um determinado trabalhador, no caso, ele vai receber uma quantia equivalente ao que por ele foi produzido.

·       A utilidade do salário, quando está empregada uma dada quantidade de mão de obra, é igual à desutilidade marginal desse mesmo volume de emprego: O nível de emprego é determinado suficientemente pelos salários reais (W/P). Um aumento dos salários reais provocaria maior oferta de mão-de-obra e vice-versa.

Keynes aceitará o primeiro postulado. Atribuirá que de fato essa condição acontece e pode ser utilizada para uma análise econômica. No entanto, ele rejeita o segundo postulado afirmando que a teoria não tem relevância na realidade, já que se a queda dos salários reais acontecerem devido ao aumento do índice de preços, a oferta de trabalho não será reduzida, pelo contrário, os trabalhadores desejarão ainda mais uma fonte de renda para cobrir os novos gastos.

 Contudo, Keynes chega a uma conclusão no que envolve o desemprego: existe um desemprego involuntário. Tal premissa não era aceita pela escola neoclássica, onde os únicos desempregos possíveis seria o desemprego “Friccional” que representa o tempo de transição que um trabalhador vai gastar para realocar-se em um novo emprego, ou o trabalhador não aceitará a proposta do demandante, alegando que sua força de trabalho tenha um valor acima do ofertado. 

Keynes alega que na realidade existem notórias diferenças entre o que supõe os neoclássicos e o que de fato acontece. De acordo com Lord Keynes, a realidade mostra que a preocupação dos trabalhadores se restringe apenas aos salários nominais, mas, isso também classificaria uma situação de desemprego voluntário, já que os trabalhadores estariam dispostos a trabalharem apenas por um determinado salário. Os neoclássicos acham que a substituição do salário real pelo salário nominal não abalaria sua teoria, mas, Keynes prova que a curva de oferta se deslocará sempre que houver um aumento de preços, assim, tornando impossível a sustentação do segundo postulado. Com isso Keynes chega a seguinte definição: Há desempregados involuntários, quando, na eventualidade de uma ligeira elevação dos preços dos bens salariais relativamente aos salários nominais, tanto a oferta agregada de mão de obra disposta a trabalhar pelo salário nominal corrente como a demanda agregada da mesma ao dito salário sejam superiores ao volume de emprego existente. 

A curva de oferta de mão-de-obra realista estaria inclinada a esquerda, mostrando que a variação na quantidade de mão de obra demandada não afetaria os salários de forma significativa, já que sempre o volume de mão-de-obra disponível estaria constantemente acima da demanda agregada pela mesma, no caso, os trabalhadores estariam sempre dispostos a trabalhar pelo salário vigente, alguns por um salário menor que o vigente e ainda assim a demanda seria insuficiente para atingir uma situação de pleno emprego na maioria das situações, assim, mostrando que a teoria neoclássica que determina a oferta de mão de obra não consegue validar-se dentro da realidade.



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