domingo, 11 de agosto de 2013

Lágrimas desde 1949

O quão duro pode ser
O preço a se pagar por viver
Hasteando a liberdade
Proclamando a honestidade
Não parecem entender

A difamação de veras cruel
Invertendo o real papel
Onde fazer é desfazer
O amor desmerecer
A honra está ao léu

Não entendem que a prudência
Está atrelada a consciência
Que a mistura em ardor
Entre a luta e o terror
Não justifica a pertinência

Que sorte a minha não despertar
Para o que está a me esperar
Já que para o genocídio de um todo
Banhado a culpa e o criminoso
Eu não quero acordar

- Paulo Henrique Medeiros


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