quarta-feira, 24 de julho de 2013

Honestly

Paul Against the World - Honestly

In your lost mind
I can find thirst
Through your flesh mask
A real of you
Say be honest
With your needs
Say i'll be there
Just call my name

Hey girl i don't wanna give you my soul
Hey dude can you handle that ghoul?

Real madness
Pool of sorrow
I can't see him
There's nothing to hold
Full of meanings
Many Feelings
For the next time?
Use a fake name

Hey girl i don't wanna give you my soul
Hey dude can you handle that ghoul?

(solo)

Hey girl i don't wanna give you my soul
Hey dude can you handle that ghoul?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Achado e perdido

"Quem poderia imaginar
 O quão alto se deve pagar
 Por um gesto nobre de pureza
 Que deveria vir por gentileza
 Muitas noites chega a custar

 Um severo cobrador
 Contente por não receber
 Banhado de ambiguidade
 Imoral em sua bondade
 Insiste em aquecer

 Receio? Tristeza?
 O que o faz mover?
 Te oferece o mais puro vinho
 O mais confortável linho
 Para no fim disparecer"

- Paulo Medeiros






domingo, 7 de julho de 2013

Who plans for who?

Interessante como alguns conseguem traçar planos e metas para a vida envolvendo tamanhas conquistas, enormes méritos e realizações. Mas assim como está uma onda para um castelo de areia, está a vida para nossos planos. Somos constantemente forçados contra a parede, nossos planos colocados em xeque e felicidade jogada na mão alheia. Talvez até essa "vida" que assim chamamos seja a casualidade, o modo com que ficamos dependentes dos outros e suas respectivas atitudes.

A questão é: quem planeja para quem? Torna-se uma situação extremamente desconfortável quando você está na palma de alguém para alcançar algo que deseja com todas as forças, que tanto procurar, tanto quer.

Quanto mais você tenta fugir mais preso a isso vai estar. E sabe qual a pior situação? Quando o seu bem mais precioso está atrelado não à alguém, mas a um alguém, uma figura representativa totalmente simbiótica e instável, que nunca pode ser desvendada por completo. Um retro-vírus que se altera quando você está próximo de descobrir como afeta-lo. Você torna-se escravo de uma incógnita, de algo que está por vir.

Talvez você não precise de um caminho pronto, apenas deixe que o vento te leve para casa.

"Who needs a map?!"

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Karma or something like that

As vezes me pergunto se essa coisa de karma pode ser verdade. Fico um tanto chateado como a volatilidade entre sucesso e fracasso acaba regendo esse tempo na terra que chamamos de vida.

Alguns se esforçam muito por nenhum resultado, outros acabam no topo por acaso. Soa um pouco injusto as vezes, não é?

Talvez  o mérito esteja na conquista, talvez no desenrolar da história.

A dificuldade e o insulto parece um combustível para suas ações, talvez até mesmo o sofrimento.

As peripécias da vida cotidiana tornam-se nada mais que o banal insosso, o domingo durante a semana.

O que antes parecia ser algo comum troca papel com o encantador, te fazendo correr atras do que é obviamente errado, talvez até idiota.

O paradoxo da humilhação, dor e traição parecem te impulsionar para o precipício da angústia e rejeição.

Você se sente atraído pelo seu carrasco, encantado pela dor que te proporciona, rapidamente torna-se um vício, seu ópio.

Depois do sofrimento em larga escala, o martírio um tanto demasiado mostra o efeito esperado: o mínimo de conforto é como uma suíte presidencial, o mínimo de comida é um banquete, o mínimo de felicidade é um carnaval.

Como uma droga que pede cada vez mais do mesmo a excitação cobra seu preço: doses maiores de felicidade para menores realizações.

Até que você começa tudo novamente, procura algo negativo para te impulsionar, sofrer para então se encantar.

Acabou me mostrando que ontem a vida era bela, hoje é uma merda; Amanhã uma maravilha, o futuro a morte.

E no final eu continuo achando que essa coisa de karma é uma merda, em sua verdade ou mentira. Talvez nem seja isso, talvez apenas a gasolina da felicidade seja o sofrimento prévio.

Depois de tanto eu apenas lembro de uma única coisa que foge a tudo isso. Ao mesmo tempo é o Deus e o Demônio, o  melhor e o pior. especial, desprezível, encantador, suicida, tranquilizante. O algo que todos procuram, o sentimento mais nobre e mais cruel, o santo graal da vida cotidiana. Geralmente atribuído a um ser que veste essa túnica e torna-se o Deus vivo desse sentimento sublime.

No meu caso? Queria só o mais simples e rápido, esperando que esse efeito Kondratiev da vida cotidiana se resolva mais rapidamente. Infelizmente por fazer jus a palavra, devo pagar o preço disso comigo mesmo, principalmente quando dei minha palavra para um tempo indeterminado - sempre (?). Estou preso na queda da onda, na ruína.

Espero apenas conseguir um novo horizonte, um novo porto onde eu possa ancorar. Infelizmente o passado é um fantasma muito cruel, um cobrador bastante sério.

E no fim das contas? Só acho que essa história de karma é uma merda.

"Como pode ter sido ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa que me aconteceu?"

domingo, 12 de maio de 2013

Dostoiévski e o sistema carcerário


 Fico de fato alegre ao descobrir um projeto maravilhoso por parte do juiz Márcio Umberto Bragaglia chamado "Reeducação do Imaginário", onde os presos que conseguirem ler e fazer uma profunda reflexão de obras clássicas da humanidade terão redução de pena. Fico bastante contente em saber que existem pessoas no sistema carcerário que apoiam de fato a reabilitação do presidiário, e não uma piora em sua conduta.
 O primeiro módulo do projeto conta com a leitura de uma obra belíssima de Fiódor Dostoiévski chamada "Crime e Castigo", que trata exatamente da condição que os presos estão vivendo. A história mostra a vida de um rapaz que após cometer um assassinato, se mostra inconscientemente arrependido, assim, deixando pistas sobre o seu crime ao investigador do caso sem notar, ou seja, suas ações o denunciam mesmo quando ele pensa em driblar as investigações. No desenrolar da história o rapaz acaba preso onde encontrará a si mesmo e a reconstrução do seu caráter.
 A ideia surgiu depois de uma aula que o juiz Márcio teve com o filósofo Olavo de Carvalho, professor do Seminário de Filosofia. Apesar da iniciativa ser extremamente saudável ao nosso sistema carcerário defasado, o projeto inicialmente será aplicado apenas em Joaçaba no oeste de Santa Catarina.
  Espero de coração que esse projeto tenha algum rendimento e que seja rapidamente implantado em outras prisões e complexos penais. Apesar de não tirar o peso das costas de um presidiário por suas ações, é uma realidade muita dura que deve ser enfrentada dentro dos complexos de correção, principalmente no Brasil. Essa iniciativa além da redução de pena - que eu trato inclusive como um mero incentivo a adesão ao projeto tendo em vista a verdadeira recompensa moral a ser obtida - existe de fato a chance da reeducação do caráter e uma real redenção do sujeito, através de obras de renome, que incentivam a reeducação do imaginário pela leituras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, os valores morais e a redenção pelo arrependimento sincero e a reconstrução do caráter.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ta frio demais

"Talvez eu não precise disso tudo
 Por hora só preciso descansar
 Entre tamanha tristeza
 Regado a uma esnobe gentileza
 Estou condenado a ficar

 Só me resta um pouco de esmola
 Agrado aqui, carinho ali
 Mas tudo da boca pra fora
 Pois banhado com tanta ternura
 Está mesmo cavando a sepultura
 Prestes a me enterrar

 Sempre desejei o inverno
 Vento frio, clima ameno
 Como num teatro eterno
 Só que no frio intenso
 A companhia de lenço
 Seria de Dante o inferno"

- Paulo Medeiros

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Valor Subjetivo Humano

 Aprendi uma coisa muita interessante no meu curso de economia: como classificar o valor das coisas. A gente aprende que o preço é determinado a partir de diversas variáveis: disponibilidade do produto, custo dos insumos, custo de mão-de-obra, demanda pelo bem e outras mais. Mas, a variável que mais me deixa de certa forma intrigado é a variável que não podemos de forma alguma calcular matematicamente: o valor subjetivo. Isso mesmo, o valor que cada um da em especial a um produto partindo de sua perspectiva pessoal. Digamos que João demanda um violão de marca X e está disposto a pagar 100R$ pelo violão. Já Maria está disposta a pagar pelo mesmo violão um valor de 200R$, tudo pela sua vontade de satisfazer seu desejo de possuir tal bem. É fácil observar que apesar de ser o mesmo violão, Maria está disposta a pagar o dobro. Por qual motivo? A resposta se encontra na vontade de cada um de obter um determinado bem, no caso, o quanto você está disposto a abrir mão para obter aquilo.
 Não somente na economia dos produtos que tanto estudo, posso observar que podemos atribuir valores de forma similar a coisas que estão fora da gama de bens de consumo ou serviços. Não que eu queira materializar coisas "humanas", mas, apenas devo admitir que a mecânica é bastante similar.
 O desejo de pagar mais, ou seja, o valor pessoal aplicado aos bens remete também por exemplo as pessoas. É engraçado como pessoas sofrem do mesmo fenômeno da satisfação marginal do consumidor, por exemplo: a tendência de um relacionamento - amoroso ou não, mas, mais notório no amoroso - será sempre o desgaste inverso ao tempo, ou seja, você terá um tendência a se preocupar menos e fazer cada vez menos sacrifícios pela relação, a menos que uma inovação seja lançada, "rebobinando" a sua satisfação em estar com aquela pessoa. Seria quase como o lançamento de uma nova versão do produto, uma atualização que o mercado oferece para você consumir novamente um bem, e assim ter a chance de sentir-se satisfeito com um mesmo produto.
 Uma premissa básica econômica também se faz presente nas relações humanas: a escassez. Constantemente ficamos sabendo de alguma história narrada por um terceiro que sempre enfatiza: "só deu valor quando perdeu", então me pergunto: poxa, será mesmo que a coisa funciona sempre assim? As pessoas aprendem o valor real das coisas com sua perda? *Particularmente eu acho que é exatamente assim que funciona.*
 Todas as premissas básicas da teoria microeconômica que tem como base a relação dos agentes de mercado entre si parecem curiosamente mostrar uma conexão com os seres humanos em suas relações interpessoais. Isso remete ao assunto do violão do começo do texto: será que você por mais legal que seja tem o mesmo valor subjetivo para todas as pessoas, ou seja, todos te acham legal da mesma forma? Será que o valor real de cada pessoa aumenta em sua ausência similarmente a teoria da escassez? Ou talvez a maior prova de tal conexão seja a nossa capacidade de atribuir valor as pessoas de acordo com seus insumos, ou seja, o que possuem?
 Tudo isso parece uma loucura de quem anda vendo números demais, mas, acho que isso revela a minha viés para a economia comportamental. Quem sabe eu apenas tento racionalizar o que deveria ser deixado para as emoções?
 A única coisa que tenho certeza é que Alfred Marshall¹ estava a pensar em pessoas quando formulou sua teoria de análise microeconômica, afinal, são poucos os economistas que conseguem enxergar as pessoas que estão por trás das equações e modelos econométricos.
 Mas afinal de contas, poderia eu traçar um gráfico mostrando o fracasso progressivo da minha vida emocional ou não?! Acho que daqui pro fim do curso eu consigo descobrir.


Alfred Marshall foi um economista inglês pai do modelo de análise microeconômica, o qual visava estudar a relação dos agentes de mercado individualmente, ao invés de observar o mercado como um todo.